Lojas e restaurantes apostam no Dia dos Namorados para alavancar vendas

O Dia dos Namorados está chegando, mas esse ano muita gente não vai comprar presente – é o que aponta uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo. Estudo mostra que mais da metade dos paulistanos não pretendem gastar na data comemorativa. O gerente de RH Fábio Prado diz que, para não pesar no bolso, só mesmo ficando de olho nas promoções. “A compra que eu fiz aqui ia dar 70% mais cara do que eu paguei”, afirmou. A nutricionista Viviane Holzer afirma que investiu em uma lembrança pra não passar em branco. “Tá curto mesmo, teve que ser mais em conta mesmo”, disse. Embora parte dos consumidores não pensem em comprar presentes, a Associação Brasileira de Shopping Centers projeta crescimento de 52% nas vendas em comparação com 2020, gerando uma movimentação de R$ 780 milhões. No entanto, o número ainda é inferior aos patamares pré-pandemia.

Diante das dificuldades, o mercado de delivery tem se tornado cada vez mais atrativo para restaurantes, especialmente em São Paulo, onde o atendimento presencial ao público está autorizado apenas até às 21h. Edrey Momo, dono de um restaurante português contemporâneo na capital paulista, conta que está fazendo promoções para as entregas. “O ano passado foi bem difícil para gente porque estava fechado e não tinha o delivery. Esse ano estamos bem mais preparados para o delivery, está com bastante expectativa também e bastante ação de marketing para quem quiser comer a nossa comida tenha o prazer de estar em casa”, afirma.

Dados do setor apontam que, no começo da pandemia, o número de usuários dos aplicativos de entrega de comida cresceu mais de 155% . Segundo levantamento de uma empresa especializada em pesquisa de mercado, o Brasil atualmente é destaque no segmento de delivery na América Latina, ocupando o primeiro lugar em volume de entregas, seguido do México e da Argentina. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo chegou a pedir ao governo do Estado uma maior flexibilização para a data, defendendo o funcionamento dos estabelecimentos até às 23 horas e um aumento na capacidade de público. Segundo o presidente da Abrasel, Percival Maricato, avalia que a mudança traria melhora no faturamento e ajuda o setor, já que a projeção é que 90% dos empresários estejam com dívidas.

*Com informações da repórter Carolina Abelin

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