Copa América no Brasil: quem são os patrocinadores que deixaram de expor suas marcas após críticas à situação sanitária do país

Torneio continental seria realizado na Colômbia, que desistiu por problemas políticos internos, e na Argentina, que também desistiu por causa do agravamento da pandemia de Covid-19. CBF – Copa América
JN
Patrocinadoras da Copa América no Brasil, que será disputada entre 13 de junho (domingo) e 10 de julho, estão deixando de expor suas marcas no torneio por conta de críticas sofridas pela situação sanitária do país.
Inicialmente, o torneio continental seria realizado na Colômbia, que desistiu por problemas políticos internos, e na Argentina, que também desistiu por causa do agravamento da pandemia de Covid-19.
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O Brasil decidiu receber a competição, mas a decisão não agradou aos jogadores da seleção brasileira, que no início da madrugada desta quarta (9) divulgaram um manifesto com críticas à Conmebol e informando que eles são contra o torneio no Brasil. Os atletas, porém, não desistiram de jogar a competição.
A Copa América começa domingo, com o jogo Brasil x Venezuela, às 18h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. O torneio terá jogos também em Cuiabá, Goiânia e no Rio de Janeiro.
Até quinta-feira (10), três empresas não levarão seus selos aos jogos — saiba quem são:
Mastercard
Mastercard é acusada de cobrar tarifas excessivas.
Reuters
A Mastercard anunciou na terça-feira (8) que, após análise cautelosa, não vai expor sua marca nas placas de publicidade à beira dos gramados, tampouco nas entrevistas de jogadores e técnicos.
A empresa patrocina o evento desde 1992.
Mastercard anuncia que não vai mais patrocinar a Copa América
Ambev
Unidade da Ambev em Fortaleza
Paulo Whitaker/Reuters
O grupo Ambev foi o segundo a desistir de expor suas marcas na Copa América. Entre as marcas da empresa estão as cervejas Brahma, Skol, Antarctica, Budweiser, Corona e Stella Artois.
Em nota na quarta-feira (9), a empresa informou que “segue com seu compromisso e apoio ao futebol brasileiro”.
Diageo
Foto tirada em 22 de agosto de 2014 mostra o logotipo no exterior da sede da empresa multinacional britânica de bebidas Diageo, oeste de Londres
Carl Court/AFP/Arquivo
Dona das marcas Smirnoff e Johnnie Walker, a Diageo anunciou nesta quinta-feira (10) que vai retirar suas marcas da Copa América no Brasil “diante da atual situação sanitária brasileira e em respeito ao momento da pandemia do Covid-19”.
A companhia inglesa afirmou também que os termos do patrocínio foram acertados quando o evento estava previsto para ser realizado na Colômbia e Argentina.
“A Diageo reitera seu compromisso com a sociedade observando os protocolos de segurança e ações institucionais que contribuam para a mitigação da pandemia.”
STF forma maioria pela realização da Copa América no Brasil
Julgamento no STF
Nesta quinta-feira (10), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal votou para rejeitar duas ações que pedem a suspensão da Copa América. Se for mantido, o placar confirma a realização do evento no país.
O tema é julgado no plenário virtual do STF, onde os ministros se manifestam eletronicamente. As duas ações têm a ministra Cármen Lúcia como relatora.
A maioria dos ministros acompanhou o voto de Cármen, que rejeitou os dois pedidos por questões processuais.

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