Bolsonaro defende uso da cloroquina e diz que vacinas ‘são experimentais’

O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a defender o tratamento precoce contra a Covid-19. Durante culto realizado no interior de Goiás nesta quarta-feira, 9, o mandatário comparou as vacinas contra a doença à utilização de medicamentos do chamado “kit covid” e levou dúvidas sobre a origem do SARS-COV-2 na China. Bolsonaro também voltou a afirmar que a política do “fecha tudo” tem como objetivo desestabilizar a economia e, na prática, tirá-lo do poder e e questionou a eficácia das vacinas utilizadas no país. “A vacina tem comprovação científica ou está em estado experimental ainda? Está experimental. Nunca vi ninguém morrer por tomar hidroxicloroquina, em especial na região amazônica”, disse. Além das declarações sobre a pandemia e os imunizantes, o presidente citou novamente a existência de fraudes nas eleições presidenciais de 2018, principal argumento para a defesa do voto impresso.

“Fui eleito no primeiro turno. Eu tenho provas materiais disso, mas o sistema, a fraude que existiu sim, me jogou para o segundo turno. Outras coisas que aconteceram e eu só acabei ganhou porque tive muito voto”, disse, sem poupar críticas aos governos de esquerda da região, citando a situação da Venezuela e afirmando que o Brasil escapou de pouco de passar pelos mesmos problemas. “Olha para onde eles foram tendo em vista a ideologia que seguiram. Olha para onde está indo a nossa Argentina, só um milagre para salvar a Argentina. Perdemos agora o Peru, voltou pelo que tudo indica, falta um por cento, só um para reverter”, disse, a respeito da possível eleição de Pedro Castillo, que já se autodeclarou vencedor das eleições. Bolsonaro ainda citou com preocupação a nova constituinte do Chile, eleita recentemente com a maioria dos eleitos independentes, que demonstram preocupação com temas como meio ambiente, saúde e educação.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

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