STF julga ação que pode vetar Copa América no Brasil jogadores se manifestam

A CBF está vivendo um momento delicado interna e externamente, o que coloca em dúvida até mesmo a realização da Copa América no Brasil. A entidade vê descontentamento de jogadores, comissão técnica e parte da torcida, além de ter que lidar, também, com as recentes denúncias de assédio apresentadas contra o presidente Rogério Caboclo.

Os problemas na CBF começaram a surgir quando a Copa América foi transferida para ter sede no Brasil. O país vive um momento crítico da pandemia, o que descontentou parte dos torcedores. Jogadores e comissão técnica também se incomodaram, também pelo fato de terem descoberto da mudança pelo noticiário e não pela boca dos dirigentes da entidade. Conforme apurou a Goal, alguns líderes da seleção estiveram com Rogério Caboclo um dia antes do anúncio.

Internamente, os oito vice-presidentes da CBF, segundo o Uol, não foram consultados sobre a mudança de sede para o Brasil, uma vez que Caboclo teria tratado o assunto diretamente com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o que aumentou ainda mais a instabilidade do torneio no país.

Além disso, questões com a comissão técnica da seleção aumentam a tensão com a CBF. Um áudio de 2018, revelado pela ESPN, mostra uma conversa do atual presidente da entidade, à época diretor executivo de gestão, com então coordenador de seleção, Edu Gaspar, sobre o desejo de trocar peças na comissão técnica.

Atualmente, o treinador Tite também sofre uma pressão e, segundo a coluna de Danilo Lavieri no Uola coletiva de imprensa concedida pelo técnico, indicando o descontentamento dos jogadores com a realização da Copa América, não foi bem vista pelos dirigentes e, desta vez, as desavenças podem não ser superadas como em outras ocasiões. Segundo o Uol, se Caboclo não der atenção aos atletas e responder às demandas, Tite pode entregar o cargo.

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