Flavio Prado revela bastidores do racha entre seleção e CBF: ‘Foi constrangedor’ 

O elenco da seleção brasileira ficou revoltado com o fato de Rogério Caboclo, então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), não contar ao grupo que o país iria sediar a Copa América de 2021 após a desistência da Argentina, na semana passada, durante a preparação para a partida contra o Equador, pelas Eliminatórias, na Granja Comary, em Teresópolis, no Rio de Janeiro. Após a vitória sobre os equatorianos, os jogadores tentaram conversar com o mandatário, mas, de acordo com o jornalista Flavio Prado, o debate foi “constrangedor”. Ao longo do programa “Esporte em Discussão”, do Grupo Jovem Pan, o comentarista revelou alguns bastidores do racha entre o plantel e o dirigente, que acabou sendo afastado do cargo por trinta dias após uma funcionária entidade acusa-lo de ter praticado assédio sexual e moral. 

“A situação se complicou quando os jogadores tentaram conversar com o Rogério Caboclo, que, pelo o que eu fiquei sabendo, foi um ‘pastelão’. Foi patético! O Caboclo foi ridículo, sendo muito arrogante, como todos sabem. Depois da vitória contra o Equador, foi algo pior ainda. Ele, que toma remédios, apareceu alcoolizado. Foi constrangedor. Aí os jogadores ficaram inseguros de defender a seleção por esse cara. Ainda assim, em nenhum momento declararam que não iriam jogar, até pela questão dos patrocinadores. Tanto que uma manifestação deverá acontecer, incluindo contando com outras seleções, como a uruguaia”, contou Flavio Prado, que reiterou seu posicionamento contra a realização do torneio no Brasil. “A verdade é que a Copa América só serve para uma coisa: fazer o tal do Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, ganhar dinheiro. Não serve para nada!”

Conforme a reportagem do Grupo Jovem Pan apurou, os jogadores da seleção decidiram que irão disputar a Copa América, marcada para começar no próximo domingo, com a partida entre Brasil e Venezuela, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. De acordo com o repórter Rodrigo Viga, o afastamento de Rogério Caboclo da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que deixa o cargo provisoriamente após acusações de assédio sexual e moral, aliviou o clima entre os atletas, comissão técnica e dirigentes. Apesar disso, o elenco irá manifestar a sua insatisfação com a realização do torneio, que mudou de sede na última semana após as desistências de Argentina e Colômbia. A ideia é que o plantel se pronuncie oficialmente após o jogo contra o Paraguai, em Assunção, nesta terça-feira, 8, pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2022.

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