Com aumento de casos, moradores de Araraquara temem nova onda da pandemia

O cabeleireiro Junior Formaziero ainda lamenta a morte da patroa e amiga, Fúlvia, aos 38 anos, vítima da Covid-19 há três meses, em Araraquara, interior de São Paulo. A cidade foi seriamente afetada pela doença no início do ano. Agora, Junior teme uma terceira onda da pandemia traga um novo aumento de casos. Por isso, tem reforçado os cuidados sanitários no trabalho. “A gente tem que trabalhar, nós somos em oito barbeiros e temos que trabalhar. Por isso, estamos triplicando, quadriplicando as recomendações, temos limpado todos os equipamentos, inclusive bancada, cadeira antes do cliente chegar e pós a saída do cliente. A gente tem se precavido muito e temos medo de pegar novamente, o que seria o meu caso”, relata. Outro morador da cidade, o empresário Felipe Pestana, fica preocupado com a saúde mental, abalada nos últimos meses. “Infelizmente a previsão ainda não é boa, é tudo muito novo. Os pesquisadores, médicos, cientistas ainda estão entendendo como funciona o vírus. Cada ser humano funciona de uma maneira, vacinados, não vacinados, segunda contaminação. O importante é continuar tomando cuidado”, disse.

Da mesma forma, o fotógrafo Adan Mattar ressalta que preocupação pelos hospitais estarem no limite de atuação. “Tudo lotado, os hospitais lotados, completamente cheios. As UTIs, todos os espaços possíveis. Os estabelecimentos comerciais muitos estão fechados, muitos abrem e acabam tomando multa. É uma situação extremamente complicada, não só em Araraquara, mas em todo o Brasil. E se vier uma segunda onda não sei o que pode acontecer”, pontua. No dia 29 de maio, Araraquara atingiu 99% de ocupação das unidades de terapia intensiva. No meio da semana, o índice recuou a 77%. A secretaria de saúde do município afirmou que mais da metade dos internados não são de moradores da cidade e citou que a estratégia é de controlar a transmissão.

Por isso, considerando as preocupações, o prefeito da cidade, Edinho Silva, não descarta adoção de um novo lockdown. “Se 30% forem positivas as amostras , por três dias consecutivos vamos fazer lockdown novamente. Porque é sinal que a situação está muito grav. Estabelecemos que 20% da testagem total por três dias consecutivos também vamos voltar a fazer lockown, porque significa que a doença alastrou pela cidade”, afirmou nas redes sociais no dia 31 de maio. Até a última quarta-feira, 2, Araraquara registrava 21.790 casos da Covid-19 e 449 mortes pela doença.

*Com informações do repórter Fernando Martins

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