Ataques em Manaus: ‘Secretaria de Segurança não preparou plano para conter reação’, diz vice da Câmara

No último final de semana, a cidade de Manaus foi palco de uma série de ataques violentos de uma facção criminosa. Em reação à morte de um traficante ligado ao Comando Vermelho, prédios foram depredados e ônibus foram incendiados – até o fim da noite deste domingo, 14 pessoas foram presas. No sábado, 5, Erick Batista Costa, conhecido como Dadinho, foi morto pela Polícia Militar em uma operação no bairro Redenção, na Zona Oeste da capital do Estado. Para o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), houve uma falha da Secretaria Estadual de Segurança Pública, a quem caberia organizar um plano de contenção para uma reação dos criminosos.

“O que aconteceu em Manaus é inusitado. A polícia mata um dos chefes do Comando Vermelho e a Secretaria de Segurança Pública não prepara nenhum plano de contenção para uma reação. O que é algo até ridículo. É óbvio que, se você mata o chefe de uma facção, você tem que se preparar para uma reação no dia seguinte. Não houve nenhuma ação preventiva e deu no que deu. A cidade está sob terror”, disse Marcelo Ramos à Jovem Pan. Na noite do domingo, 6, o governador do Amazonas, Wilson Lima, solicitou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública o envio de tropa da Força Nacional de Segurança para atuar em apoio às forças estaduais de segurança nas ações de combate ao crime organizado.

A presença de homens da Força Nacional também é defendida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), ex-secretário de Segurança Pública e ex-governador do Estado do Amazonas. “É necessário unirmos forças, nesse momento. O governador precisa pedir a Força Nacional, tem que conversar com o Comando Militar da Amazônia, para dar segurança à população de Manaus. É preciso dizer não ao terror”, disse em um vídeo divulgado em seu perfil no Twitter. “É necessário agir com rigor”, acrescentou. Marcelo Ramos aprova o envio das tropas, mas pondera: “O aparato estadual, se bem comandado, é suficiente para reagir. Custo a acreditar que uma facção tenha mais força que o aparelho de Estado. Em um momento de crise, a presença da Força Nacional é bem vinda. Atrapalhar não vai”. O vice da Câmara acrescentou que irá conversar com a ministra da Secretaria de Governo (Segov), Flávia Arruda, para “ouvir a ideia do governo”. Procurada pela Jovem Pan, o Ministério da Justiça e Segurança Pública não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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