Aposta da seleção brasileira de vôlei chega confiante a Tóquio e pede respeito a protocolos na pandemia

Aos 29 anos, Ricardo Lucarelli vai participar de mais uma Olimpíada. No Rio, o jogador da seleção brasileira de vôlei levou o ouro, o terceiro do país na modalidade. Agora, a menos de 50 dias para os jogos de Tóquio, Lucarelli sabe das dificuldades de um período tão diferente, mas não esconde o otimismo na busca por mais uma medalha. “O Brasil sempre vai entrar nos campeonatos para brigar, mas a gente sabe o quão competitivo vai ser. Eu acredito que pelo menos mais cinco ou quatro seleções têm possibilidade de buscar esse ouro olímpico, então o Brasil vai nesse campeonato em busca desse título, mas sabe que vai ser complicado”, afirmou. O atleta, que foi considerado o melhor ponta das Olimpíadas de 2016, hoje atua no Trentino, na Itália. O mineiro começou a jogar vôlei ainda criança, na cidade de Contagem, em um projeto social.

O primeiro treinador dele, Tutão, conta como foi o primeiro contato do campeão olímpico com o vôlei: “Pus ele para jogar em uma categoria que não era a dele. Tremeu igualzinho a vara verde”, recordou. Apesar da pouca idade, Lucarelli é ídolo de muitos e inspira jovens de diversas faixas etárias. O designer Pedro Henrique destaca a simplicidade do atleta e vê nele um exemplo. “Como que alguém tão gigante, tão importante, estava no meio da gente o tempo todo, sabe? Cresceu onde a gente cresceu. Faz a gente sentir que também é importante e pode chegar a ser uma estrela também”, pontuou. Lucarelli acredita que os jogos podem ser feitos de forma segura em meio à pandemia, mas ressalta a importância da colaboração de todos os envolvidos. “Acho que é possível fazer com que seja seguro realizar jogos olímpicos. Vai depender muito dos atletas, das pessoas envolvidas na competição, para realmente respeitarem as restrições, evitarem contatos externos. Sendo assim, acho que é muito possível realizar”, opinou. Lucarelli está agora com a seleção brasileira, na Itália, competindo na liga das nações.

*Com informações da repórter Camila Yunes

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