Diretor-executivo da Ryanair diz que havia espiões no avião que foi desviado de rota para que passageiro fosse preso

Para o executivo, a ação foi um sequestro feito por um Estado. O regime bielorusso alegou que haveria explosivos a bordo para que a aeronave desviasse e pousasse em Minsk. No entanto, além de não encontrarem bomba nenhuma no avião, os policiais prenderam um ativista de oposição que estava no voo. Avião da Ryanair que teve a rota desviada para pousar em Minsk, onde um opositor do governo da Belarus foi preso
Andrius Sytas/Reuters
O diretor-executivo da Ryanair, Michael O’Leary, disse, nesta segunda-feira (24), que acredita que havia agentes do serviço de espionagem da Belarus no voo entre Atenas (Grécia) e Vilnius (Lituânia) que foi obrigado a desviar da rota e pousar em Minsk (capital da Belarus) para que um ativista bielorusso fosse preso.
Oficialmente, o regime bielorusso alegou que o desvio foi feito porque haveria explosivos a bordo. No entanto, além de não encontrarem bomba nenhuma no avião, os policiais prenderam Roman Protasevich, ativista de oposição que estava na aeronave.
MAPA – Voo desviado em Belarus
Guilherme Pinheiro/Arte/G1
Assim que o avião entrou no espaço aéreo bielorrusso, um caça acompanhou a aeronave até o aeroporto da capital.
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Quando o avião pousou, policiais entraram no avião e prenderam o ativista, que administrava grupos de aplicativos de comunicação durante os protestos na Belarus. Ele é acusado de organizar as manifestações contra o líder da Belarus, Alexander Lukashenko.
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Agentes da KGB bielorussa
Em uma entrevista a uma rede de rádio, O’Leary, o diretor-executivo da Ryanair, afirmou que a empresa acredita que alguns agentes da KGB da Belarus desembarcaram no aeroporto de Minsk.
Já havia relatos a respeito do desembarque de outros passageiros, o que indica que Protasevich estava sendo seguido.
O’Leary afirmou que acredita que esse é o primeiro caso semelhante que acontece com uma empresa aérea europeia.
Os passageiros ficaram assustados por terem sido vigiados por guardas armados, disse ele.
“Acho que foi assustador para os tripulantes e para os passageiros que foram vigiados por guardas armados e tiveram sua bagagem revistada e aparentemente a intenção era tirar um jornalista e seu companheiro de viagem”, disse O’Leary.
Ele descreveu o incidente como “sequestro executado por um Estado”.
Pode ser que a Ryanair deixe de sobrevoar o espaço aéreo da Belarus, mas é preciso ouvir a agência de aviação comercial europeia antes. Isso seria um pequeno ajuste, de acordo com O’Leary.
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