Professora conta como abriu empresa com R$ 600 e hoje tem milhares de estudantes

O programa “Mulheres Positivas“, da Jovem Pan, desta segunda-feira, 3, debateu educação em tempos de pandemia com as convidadas Carol Mendonça, dona do canal “Português para Desesperados”, e Ana Carolina Delella Diniz, professora especialista em inglês com mais de 900 mil seguidores no Instagram. As entrevistadas da apresentadora Fabi Saad falaram sobre como traçaram os caminhos até suas carreiras atuais de professoras. Carol Diniz, que decidiu se dedicar ao inglês após aprender um método de estudo enquanto se preparava para prestar o vestibular de medicina, montou uma escola com R$ 600. “Eu falei: ‘Eu preciso montar o meu negócio’, só que eu não vou pegar um empréstimo, não vou pedir dinheiro emprestado, eu não quero nada, eu quero montar uma escola com os recursos que eu tenho. O que é que eu tenho? Seiscentos reais, muita força de vontade, sorriso e sei ensinar”, recordou. Ela lembra que ficar fora da linha de planejamento habitual de um negócio, além de não ter um plano traçado, a impediram de colocar obstáculos no meio do caminho até o sucesso.

Para a professora, o momento mais delicado da carreira foi conviver com a falta de apoio das pessoas ao seu redor no momento em que decidiu empreender com pouco dinheiro. “Todo mundo falou: ‘Você é louca? Pelo amor de Deus, com 600 reais você paga um aluguel’”, recordou. Ela fez uma série de permutas para aluguel de imóvel e até mesmo reforma da sala na qual dava suas aulas. “Quando a gente quer, segunda vira sábado, terça vira sexta. Tudo para fazer acontecer”, afirmou. Segundo Carol, números funcionam, mas quando alguém tem uma veia empreendedora e acredita no próprio negócio, eles são apenas um detalhe. No primeiro ano empreendendo, a professora passou de oito para 80 alunos. Hoje, quase seis anos após a ideia inovadora, a criadora do BeFaster tem mais de 5 mil estudantes aprendendo inglês.

Diniz lembrou que um dos diferenciais da escola dela é trabalhar com o processo de “andragogia”, forma de ensinar os adultos, que é diferente da “pedagogia”, método com o qual você ensina as crianças. A professora de inglês também disse que, para além do acesso às formas de se produzir conteúdos, é essencial ter uma boa ligação com os alunos para a transmissão de um bom aprendizado. “Não importa a quantidade de tecnologia que a gente insira na educação, a gente precisa entender de seres humanos. Se eu não colocar nenhum profissional que entenda de pessoas, nada daquilo vai funcionar”, afirmou.

Educação na pandemia

Para Carol Mendonça, que começou a carreira no YouTube há cinco anos, a pandemia fez com que os professores fossem “empurrados” por uma porta para aprenderem a gravar e transmitir conteúdos em novas plataformas. “No final das contas, a gente vai ter que tirar algo de positivo disso. É uma situação terrível, mas a gente tem que ir”, explicou. Para ela, se tem alguém hoje que precisa compartilhar conteúdos é o professor. Em tempos de coronavírus, a educadora acredita que treinar a habilidade em lidar com outras pessoas é uma ferramenta essencial para sair deste período com uma nova e essencial ferramenta para o futuro profissional. “Não só por causa da internet, mas porque as empresas vem exigindo demais que você tenha bons relacionamentos interpessoais dentro delas”, afirmou. Segundo ela, a habilidade de lidar com as pessoas é vista pelas equipes de RH como ferramenta essencial para ser um bom recrutador ou um bom futuro líder.

Confira o programa “Mulheres Positivas desta segunda-feira, 3, na íntegra:

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