Covid-19: ausência de vacinados para tomar dose de reforço preocupa autoridades dos EUA

Cerca de 8% dos pacientes que receberam a primeira dose não compareceram para tomar a segunda injeção. Não se sabe o que acontece com pessoas que tomam uma única dose. Enfermeira retira dose de frasco da vacina da Moderna contra a Covid-19 durante vacinação em Los Angeles, nos Estados Unidos, no dia 10 de fevereiro.
Frederic J. Brown/AFP
Nos Estados Unidos, onde 243 milhões de doses foram administradas, mais de 30% da população está totalmente vacinada e 55% recebeu a primeira injeção. As autoridades de saúde americanas, entretanto, estão preocupadas com 8% dos pacientes que não comparecem para tomar a segunda injeção, que completa a imunização e faz com que os anticorpos protejam as pessoas durante mais tempo.
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De acordo com o CDC (Centro de Controle de Prevenção de Doenças), mais de cinco milhões de americanos não se apresentaram para tomar a segunda dose da vacina. De acordo com o órgão, um dos motivos é o medo da reação após o reforço, que pode incluir febre, cansaço, dores musculares e outros sintomas, quase sempre passageiros.
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Uma parte da população também acredita que está protegida com apenas uma dose da vacina e que a segunda é dispensável, mas apenas o imunizante da Johnson & Johnson necessita de uma injeção única.
No caso dos imunizantes da Pfizer e da Moderna, a segunda dose é essencial para garantir a imunidade por mais tempo. Ainda não sabe exatamente por quanto tempo essas vacinas, que utilizam a tecnologia do RNA mensageiro, são eficazes para prevenir uma forma grave da Covid-19, mas estudos mostram que a proteção seria de, no mínimo, entre 6 e 8 meses com duas doses.
Pesquisas também estão sendo realizadas para saber se esses imunizantes, os mais modernos no mercado, evitam a transmissão. Por enquanto, não há dados que confirmem essa hipótese, principalmente com aparecimento de novas variantes como a sul-africana, a brasileira e agora a indiana, que “driblam” o sistema imunológico para poder invadir as células do organismo de forma mais eficaz.
Há também dificuldades logísticas, apontam as autoridades americanas. Em certos casos, o problema é a disponibilidade das vacinas. Alguns pacientes que receberam a dose da Pfizer, por exemplo, às vezes tem dificuldade para achar um centro onde um imunizante da mesma marca possa ser administrado.
Desafio da imunidade coletiva
Depois de bater recordes na vacinação no início da campanha, o número de injeções diárias está em forte queda nos Estados Unidos. Atualmente, no país, todos os adultos acima de 18 anos podem se vacinar. 
As autoridades sanitárias americanas temem que o número de pessoas que não estão totalmente vacinadas aumente nos próximos meses, o que poderia comprometer a imunidade coletiva, que requer a imunização entre 70% e 85% da população. Alguns estados americanos registram, atualmente, um crescimento do número de contaminações.
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