Junta militar do Chade nomeia governo de transição

Junta assumiu o poder desde a morte do presidente no fim de abril. Mahamat Idriss Déby apontou 40 ministros e secretários de Estado por decreto. A junta que assumiu o poder no Chade, desde a morte do presidente Idriss Déby Itno, nomeou um governo de transição neste domingo (2), anunciou pela televisão pública o porta-voz do Exército, general Azem Beramndoa Agouna.
Mahamat Idriss Déby, filho do falecido presidente, liderou um Conselho Militar de Transição (CMT) e nomeou 40 ministros e secretários de Estado por decreto.
VÍDEO: Morre Idriss Déby Itno, presidente do Chade, em campo de batalha
O primeiro-ministro de transição Albert Pahimi Padacké, que foi o último a ocupar o cargo antes de Idriss Déby suprimi-lo em 2018, foi nomeado na segunda-feira e prometeu um “governo de reconciliação nacional”.
Entre as personalidades nomeadas no domingo, está o ex-chefe rebelde Acheick Ibn Oumar, que em 2019 se tornou conselheiro diplomático da Presidência, e que a partir de agora chefiará o novo Ministério de Reconciliação Nacional e Diálogo.
O principal adversário, Saleh Kebzabo, não faz parte do governo, mas outro adversário histórico, Mahamat Ahmat Alhabo, foi nomeado Ministro da Justiça.
Pneus incendiados durante protestos em N’Djamena, capital do Chade, nesta terça-feira (27)
Issouf Sanogo/AFP
O Executivo é formado por vários ex-ministros do último gabinete de Idriss Déby.
O CMT prometeu organizar “eleições livres e democráticas” dentro de 18 meses.
Os principais partidos da oposição, sindicatos e sociedade civil criticaram a tomada do poder pelo filho de Idriss Déby Itno e descreveram a manobra como um “golpe de Estado institucional”.

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