Com baixos estoques do ‘kit intubação’, SP culpa Saúde por desabastecimento

O governo de São Paulo disse que os remédios para intubação de pacientes devem acabar em pouco tempo. A estimativa é que o estoque seja suficiente para atender a demanda dos hospitais por entre 7 e 9 dias. Nesta quarta-feira, 14, o secretário estadual de Saúde afirmou que nos últimos 40 dias foram enviados ao governo federal nove ofícios alertando sobre o risco de desabastecimento do kit intubação. Segundo Jean Gorinchteyn, a gestão precisou criar alternativas para substituir essas medicações. “Nós temos medicações n rede estadual que confortam para alguns dias, mas precisamos apoiar também os municípios. Criamos, por meio de chancelas dadas pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia e Associação de Medicina Intensiva Brasil, alternativas para essas medicações. Não existe um determinado produto, pode ser utilizado outro com a mesma eficácia e o mesmo fundamento clínico.”

Gorinchteyn diz que o Ministério da Saúde manteve São Paulo sem fornecimento por seis meses e que a última entrega ocorreu no fim de março, com apenas 6% do necessário para atender a demanda mensal da rede pública. O secretário destacou, ainda, que a gestão Doria determinou a compra emergencial do kit de fornecedores internacionais para tentar driblar o problema. Em coletiva de imprensa no Instituto Butantan, o governador João Doria responsabilizou o governo federal pelo desabastecimento. “Não há embate, há irresponsabilidade do Ministério da Saúde, que determinou o confisco de todos os insumos fabricados no Brasil e não distribuiu esses insumos. Então que libere os fabricantes para vender diretamente os governos estaduais, aos governos municipais e às instituições privadas.”

Em nota, o Ministério da Saúde não respondeu especificamente sobre os pedidos enviados pelo estado de São Paulo. A pasta afirma, no entanto, que distribuiu durante a pandemia mais de 8 milhões de medicamentos para intubação e que nesta semana, um grupo de empresas vai doar mais de 3 milhões de remédios que serão distribuídos imediatamente aos estados. O Ministério da Saúde diz, ainda, que dois pregões e uma compra direta via Organização Pan-Americana da Saúde estão em andamento.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini

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