Alberto Fernández, da Argentina, dá resposta a Bolsonaro sobre papel dos militares na pandemia


Jair Bolsonaro publicou textos em seus perfis em redes sociais em que afirmou que o exército argentino estará nas ruas do país para ‘manter o povo em casa’. O presidente da Argentina afirmou que não pediu às Forças Armadas para fazerem segurança interna, mas, sim, dar apoio às pessoas. Alberto Fernández no dia 14 de abril de 2021
Esteban Collazo/AFP
O presidente Alberto Fernández, da Argentina, respondeu nesta quinta-feira (15) a um texto que Jair Bolsonaro publicou nas redes sociais.
O brasileiro publicou, em seus perfis, o seguinte texto: “Exército Argentino nas ruas para manter o povo em casa. Toque de recolher entre 20h e 8h”.
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Fernández disse em uma entrevista a uma rádio que os militares desempenham um papel de apoio na pandemia de coronavírus na Argentina.
O presidente argentino afirmou que considerou “impactante que Bolsonaro diga uma coisa assim”.
“São oficiais que fizeram a carreira na democracia, defendem as instituições e a partir deste espaço têm colaborado de modo magnífico na pandemia, levando assistência a locais de maior vulnerabilidade”, disse Fernández.
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Novas medidas na Argentina
Na quarta-feira à noite, o governo argentino anunciou novas medidas de restrição à circulação de pessoas para frear uma segunda onda de coronavírus no país.
Sobre o papel das Forças Armadas, Fernández disse que “pedi que me ajudassem a montar postos de saúde para tornar os exames mais rápidos”.
“O exército tem médicos e enfermeiros muito qualificados, e foi isto que pedi. Eu não declarei estado de sítio nem penso em fazer e as Forças Armadas não fazem segurança interna, estão aí para fazer o que fazem muito bem que é, em situações de catástrofe, dar apoio às pessoas”, completou.
Fernández decidiu proibir a circulação entre 20h e 6h a partir de sexta-feira na área metropolitana de Buenos Aires e autorizou a Polícia Federal a supervisionar o cumprimento da medida.
A Argentina enfrenta uma aceleração de contágios, com quase 25 mil novos casos na quarta-feira, e os especialistas advertem que o sistema hospitalar está perto do limite.
Com 45 milhões de habitantes, a Argentina acumula 2,6 milhões de casos e 58.542 mortes desde o início da pandemia de Covid-19.
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