Ainda não temos boas notícias sobre saída da fase emergencial, diz secretário de SP

O Estado de São Paulo pode ampliar o período da Fase Emergencial, mais restritiva, do Plano São Paulo, inicialmente prevista para acabar no dia 11 de abril. A possibilidade de manutenção das medidas sanitárias mais rígidas acontece pelo contínuo avanço da Covid-19 em todo o Estado e já é considerada por membros do Centro de Contingência da Covid-19. “É bem provável que nós continuemos com os níveis de restrição que nós temos hoje por mais algum tempo”, disse nesta quarta-feira, 7, o coordenador do Centro de Contingência da Covid, Paulo Menezes. Após 21 dias, São Paulo registrou ocupação de leitos abaixo dos 90%, com índice de 89,9% em todo o Estado e de 89% na Grande São Paulo. No entanto, a diminuição não garante a reabertura das atividades econômicas.

Sem dar previsões para o relaxamento das restrições, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quinta-feira, 8, o secretário da Casa Civil do governo estadual, Cauê Macris, citou a situação pandêmica no Estado. “As ações já produzem resultados pequenos, como tem demonstrado os números do Centro de Contingência da Covid-19. Ao longo do tempo essas avalições tem sido feitas diariamente em relação ao número de internações, dificuldades e ocupação dos leitos de UTIs. Infelizmente, ainda não temos boa notícia à população em relação ao avanço de fase”, afirmou. A previsão, segundo Macris, é que os dados sobre internações, mortes e casos da Covid-19 sejam computados até esta sexta-feira pelo Centro de Contingência, que dará parecer sobre o recuo ou avanço de fase no Plano São Paulo.

O secretário da Casa Civil também comentou sobre as ações do Estado de São Paulo para evitar o colapso no sistema de saúde, ampliar a vacinação e auxiliar as populações mais vulneráveis. Ele citou, entre outras medidas, o lançamento do novo programa social estadual, o Bolsa do Povo, que trará investimento de R$ 1 bilhão na área social, contratação de quase 20 mil pessoas para auxiliar nas escolas; a distribuição de 1,2 milhões de cestas básicas e a compra de mais de 600 concentradores de oxigênio para os hospitais. “Assistência para aquele paciente que está hospitalizado e precisa de uma atuação leve, não precisa ainda do intubação. Esse equipamento faz uma ponte para auxiliar os pacientes fazendo que as máquinas de intubação possam ser direcionadas para os pacientes mais graves”, relatou, mencionando também a produção da CoronaVac pelo Instituto Butantan. “Precisamos ter responsabilidade no momento. Estamos fazendo a nossa parte, somos exemplo. Imagina se não tivéssemos a vacina do Butantan?”.

 

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