‘O que está acontecendo é um ataque frontal à liberdade do cidadão’, diz Serrão sobre julgamento do STF

No momento mais crítico da pandemia do coronavírus no Brasil, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, nesta quarta-feira, 7, se prefeitos e governadores têm autonomia para adotar medidas que impeçam a presença de público em missas e cultos pelo país. O plenário da Corte terá de dar a palavra final sobre o assunto em razão da divergência entre as decisões proferidas pelos ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques em ações distintas que contestam decretos municipais, estaduais e do Distrito Federal. No último sábado, 3, Marques autorizou que templos religiosos realizem celebrações presenciais, desde que fossem adotados protocolos sanitários contra a doença. Na segunda-feira, 5, porém, Mendes indeferiu um pedido impetrado pelo Partido Social Democrático (PSD) que contesta a decisão do governo do Estado de São Paulo que veta a realização de rituais coletivos na fase mais restritiva do Plano São Paulo.

Durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, desta quarta-feira, 7, o comentarista Jorge Serrão falou sobre o julgamento e disse que os brasileiros estão sofrendo um “cerceamento” de suas liberdades por parte de pessoas que estariam se aproveitando da legislação do país. “O que está em questão nesta história toda é a liberdade. Não podemos abrir mão da liberdade. O que está acontecendo nesse ‘pandemônio’, eu não chamo de pandemia, é ‘pandemônio’, é um ataque frontal à liberdade do cidadão. Pessoas maldosas, gente poderosa está se aproveitando do excesso de legislação que temos no Brasil, dizem que são mais de 6 milhões de normas legais em vigor, para atacar a liberdade individual do brasileiro. Isso é grave. A questão religiosa que está sendo colocada ai é séria, é um direito. Todo mundo tem direito a ter sua religião e a exercer sua religião. O direito de ir e vir não pode ser afrontado nem relativizado. E isso está acontecendo com os lockdowns, com as medidas restritivas em nome do combate, da prevenção, de uma doença.  Isso é lamentavelmente falso. O que está acontecendo é um cerceamento da nossa liberdade”, afirmou Serrão.

Indo de encontro à opinião de Serrão, o comentarista Rodrigo Constantino também defendeu o direito da população se manifestar religiosamente e disse que a “esquerda caviar” tem um “perceptível desprezo” pelos religiosos. “Acho que é perceptível o desprezo que muita gente da esquerda caviar, da elite cosmopolita ‘progressista’ que colocou o Estado no lugar de Deus sente pelos religiosos, em especial pelos cristãos, ignorando que vivemos em uma civilização ocidental que, graças aos valores judaicos-cristãos, tem esse apego à vida, ao indivíduo, à liberdade, coisas inexistentes em outras culturas coletivistas, estatizantes. […] Liberdade religiosa, necessariamente, significa você poder externa-la. Você poder, inclusive, frequentar a comunhão, que é um local sagrado para os crentes. Eu entendo que uma pessoa seja desprovida desse tipo de fé ache que uma baladinha, uma festinha, alguma coisa assim seja igual ao alimento espiritual de um templo sagrado, assim percebido, pelo próprio crente. Mas não é igual. Aquilo ali, para o crente, vale mais que muitas coisas, às vezes mais do que estar vivo, porque temos que questionar qual vida queremos viver, não é só sobreviver”, disse Constantino, que continuou: “. Não é só manter o organismo funcionando. Tem muita gente que quer um pouco mais do que isso. A vida, novamente, não tem um valor absoluto”, afirmou o comentarista.

Confira a íntegra da edição do programa 3 em 1 desta quarta-feira, 7:

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