Maior fabricante de vacinas contra Covid-19 do mundo, Instituto Serum pede ajuda financeira à Índia

O Instituto Serum, o maior fabricante de vacinas contra a Covid-19 do mundo, solicitou ajuda financeira ao governo da Índia. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 7, pelo diretor-geral Adar Poonawalla, que explicou que a entidade precisa de um financiamento de 30 bilhões de rúpias, o equivalente a R$ 2,2 bilhões, para aumentar a sua capacidade de produção. O pedido está relacionado ao fato do primeiro-ministro Narendra Modi ter impedido as exportações das vacinas de Oxford produzidas no Instituto Serum. O objetivo é garantir que as doses sejam usadas para acelerar a campanha de imunização da própria Índia, que enfrenta um aumento significativo de casos do coronavírus: só nesta segunda-feira, 5, o país registrou mais de 100 mil novas infecções.

A cada dia, o Instituto Serum produz mais de duas milhões de doses da vacina da AstraZenecaUniversidade de Oxford, que são vendidas à Índia por um preço muito menor do que o cobrado no exterior para exportação. Como a venda para países estrangeiros não está acontecendo, a entidade ficou com um déficit orçamentário. “Deveríamos exportar e obter o financiamento dos países, mas agora isto não está acontecendo e temos que encontrar outras formas inovadoras de aumentar nossa capacidade”, justificou Adar Poonawalla. O diretor-geral acrescentou ainda que, mesmo dando prioridade às necessidades dos indianos, o Instituto Serum não consegue atender toda a população do país.

A Índia já aplicou 77 milhões de doses desde o início de sua campanha de vacinação contra a Covid-19 em meados de janeiro. Isso faz com que o país possua o terceiro maior número absoluto do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos (161 milhões) e para a China (133 milhões). No entanto, a taxa de inoculação per capita ainda é baixa no segundo país mais populoso do mundo: são 5,51 doses a cada 100 habitantes, atrás da média mundial que é de 8,33. A Índia também ocupa a terceira posição em quantidade de infecções acumuladas desde o início da pandemia: foram 12,5 milhões, atrás apenas dos Estados Unidos e do Brasil.

União Europeia também barrou exportação de vacinas contra Covid-19

Desde o dia 26 de março, a União Europeia também está barrando a exportação de todas as doses da vacina contra a Covid-19 que estão sendo fabricadas em qualquer um dos seus 27 países-membro. A medida vale aos países estrangeiros que estão com a campanha de imunização mais avançada que a sua e deve ficar em vigor até que a farmacêutica AstraZeneca, que está utilizando 52 fábricas dentro do bloco econômico para produzir os imunizantes, volte a cumprir o seu contrato com a União Europeia.

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