Com valor de mais de R$ 2,2 trilhões, clube das dez maiores empresas do Brasil mostra a força da economia

Existe o clube do bilhão, instituição imaginária que comporta as pessoas que se tornam donas de R$ 1 bilhão. Ou de dólares, dependendo do país. Mas aqui no Brasil existe também o clube dos 100 bilhões. Tem como integrantes as empresas com valor de mercado neste patamar (ou acima) em reais. Hoje este grupo comporta dez integrantes, puxados por Vale e Petrobras. As duas maiores empresas do país valem, respectivamente, R$ 514,7 bilhões e R$ 313,8 bilhões. Itaú, Ambev e Bradesco também figuram entre as companhias com mais de R$ 200 bilhões de valor de mercado (as três estão na faixa que vai de R$ 215,1 bilhões a R$ 253,5 bilhões).

Clube dos 100 bilhões

  1. Vale (R$ 514,7 bi)
  2. Petrobras ( R$ 313,1 bi)
  3. Itaú (R$ 253,5 bi)
  4. Ambev (R$ 236,5 bi)
  5. Bradesco (R$ 215,1 bi)
  6. Weg (R$ 157,2 bi)
  7. Santander (R$ 145,1 bi)
  8. Magazine Luiza (R$ 133,5 bi)
  9. Rede D’or (R$ 127,5 bi)
  10. B3 (R$ 108,9 bi)

A Weg, fabricante de motores e equipamentos de Santa Catarina, não é muito conhecida nacionalmente, mas vende para o mundo todo — e numa série de setores, como petróleo, celulose e siderurgia. Hoje, vale R$ 157,6 bilhões. Mais do que Santander, Magazine Luiza, a Rede D’Or (de hospitais) e a B3, empresa dona da Bolsa de Valores, que completam a lista. No total, as maiores empresas brasileiras valem impressionantes R$ 2,205 trilhões. Mas um dado curioso é que essa profusão de negócios valendo mais de R$ 100 bilhões é relativamente recente. Só em 2004, com a Petrobras, uma empresa brasileira atingiu esse patamar. Naquela época, chegou a superar a Microsoft, hoje 30 vezes mais valiosa do que a petroleira. Mas que passava por longa queda no preço das ações.

Desde então, nunca deixou de existir pelo menos uma brasileira acima dos R$ 100 bilhões de valor. Um total de 200 meses, completados em março, segundo cálculos da Economática, plataforma de dados sobre investimentos. E a lista ainda pode aumentar. Suzano (R$ 93,6 bilhões) e BTG Pactual (R$ 97,8 bilhões) eram, até fevereiro, integrantes do clube dos 100 bilhões. Perderam valor de mercado desde então e estão um pouco abaixo. O Banco do Brasil, com valor atual de R$ 85,8 bilhões, esteve até janeiro, quando suas ações começaram a cair. É uma lista de peso, que, em um momento em que a economia brasileira passa por dificuldades, até traz algum ânimo. Na atualidade, os problemas vêm pesando. Mas a economia do país é forte. Ter dez empresas com este valor não é para qualquer um.

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