Eduardo Bolsonaro defendeu o fim da prisão domiciliar, em 2017; no caso Queiroz, ficou calado

Logo após o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, soltar Fabrício Queiroz, as redes sociais recuperaram uma mensagem do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, de dezembro de 2017.

Na postagem de dois anos e meio atrás, quando a clã Bolsonaro estava em franca campanha eleitoral, o filho do presidente, reeleito deputado federal de São Paulo, com mais de 1 milhão de votos, defendeu o fim do instituto da prisão domiciliar.

“Ladrão de galinha ir para a cadeia e ladrão amigo do rei para prisão domiciliar (leia-se mansão) é sinônimo de impunidade. Infelizmente juízes se utilizam de brechas nas leis para favorecer alguns. É preciso revogar o instituto da prisão domiciliar”, cobrou Eduardo, na época.

Após o presidente do STJ soltar Queiroz, acusado de organizar sofisticado esquema de desvio de dinheiro público no gabinete do irmão dele, então deputado e hoje senador, Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Eduardo, simplesmente, se calou.

Detalhe: a esposa de Queiroz, Márcia Aguiar, foragida da Justiça, também teve a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar, com o pretexto de “cuidar do marido”.  

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