PC realiza operação de combate às organizações criminosas em Fortaleza

Mais um trabalho integrado de combate às organizações criminosas foi realizado na manhã desta sexta-feira (3), em Fortaleza. A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) realizaram uma operação na comunidade Rosalina, no Barroso, com o objetivo de fiscalizar 31 pessoas que se encontram com o monitoramento eletrônico ativo. O mesmo território foi alvo de uma ação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que prendeu Francisco José da Silva (38), no dia 23 de junho. O homem é apontado como o chefe de uma organização criminosa no local. Na ocasião, quatro armas de fogo foram apreendidas.

Seguindo com o trabalho investigativo na comunidade, a Polícia Civil, por meio da Draco, coordenou a operação deflagrada hoje. Assim como em outras regiões da Capital cearense, onde foram registradas ações de apologia ao crime com a utilização de rojões e também as maiores incidências de delitos, as forças de segurança intensificaram os trabalhos investigativos e ostensivos. Além da fiscalização dos tornozelados, as equipes ainda diligenciaram no intuito de identificar possíveis alvos envolvidos em crimes de homicídios e tráfico de drogas, bem como de pessoas que estivessem com mandados de prisão em aberto. Três indivíduos foram conduzidos ao Complexo de Delegacias Especializadas (Code).

“É mais uma ofensiva, entre outras que já foram realizadas na região. Então foi um trabalho muito bem executado pela nossa Polícia Civil e pela SAP, no qual mostramos que é o Estado e a Polícia que mandam. Continuaremos com ações firmes contra essas organizações criminosas aqui na Rosalina e também em outros territórios para coibir práticas delituosas promovidas por esses grupos”, destacou o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, que esteve pessoalmente na operação.

Os agentes de segurança contaram ainda com o apoio de tecnologias desenvolvidas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) durante as abordagens. É o caso do reconhecimento facial disponibilizado por meio do Portal do Comando Avançado (PCA), um aplicativo criado pela pasta cearense e disponível para o uso em smartphones. Por meio da ferramenta, que já foi utilizada em outras operações, foi possível chegar ao nome de indivíduos que não portavam documentos e verificar se existia alguma pendência judicial contra eles.

A ação no local contou ainda com o apoio dos departamentos Técnico Operacional (DTO), de Polícia Judiciária Especializada (DPJE), de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV), de Polícia Judiciária da Capital (DPJC) e de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da PCCE.

Francisco José da Silva (38), o “Zeca”, foi preso por equipes da Draco com o apoio operacional de policiais civis da Core, no último dia 23 de junho. As diligências policiais que culminaram na prisão do suspeito integram as investigações conduzidas pela delegacia especializada em torno de atividades de apologia ao crime, que foram registradas em Fortaleza nos últimos dias. Durante a operação na comunidade da Rosalina, os policiais civis seguiram até um imóvel da região, de onde “Zeca” tentou fugir ao perceber a chegada das equipes da PCCE. Por meio de um rápido cerco ao local, a Polícia Civil efetuou a prisão do suspeito, que já responde criminalmente por tráfico de drogas, associação para o tráfico, crime ambiental e resistência. Ao tentar fugir, ele se livrou de uma arma de fogo, que foi apreendida logo em seguida, jogando-a em um terreno. Ele falou para os agentes de segurança a localização dos demais armamentos, que foram encontrados em um matagal próximo.

No total, quatro armas de fogo e outros equipamentos foram apreendidos, sendo dois revólveres calibre 38, uma pistola calibre .40, uma espingarda calibre 12, dois carregadores e 63 munições de calibres variados. No interior da casa, os policias encontraram ainda 270 trouxinhas prontas de crack e nove gramas separadas do mesmo entorpecente, 65 gramas de cocaína, 27 trouxinhas de maconha, 270 gramas de insumos utilizados para o desdobramento de cocaína, além de anotações e materiais oriundos do tráfico.

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