Ministro fala em pacificação e Bolsonaro autoriza mídia da Petrobras na Rede Globo

A guerra visceral entre o império de comunicação da família Marinho, liderado pela TV Globo, e o presidente Jair Bolsonaro, sem partido, está com seus dias contados. Os primeiros sinais já são visíveis ao esmiuçar a linha editorial do Jornal Nacional, carro-chefe da emissora. Entre uma reportagem e outra, acenos ao chefe do Alvorada, na cobertura política, em Brasília.

O intermediário, responsável em por fim ao fogo cerrado entre as partes, foi empossado como ministro das Comunicações, no último dia 17 de junho. Trata-se do deputado federal, Fábio Faria (PSD-RN), genro do também empresário de comunicação, Silvio Santos, dono do SBT. O parlamentar é casado com a apresentadora, Patrícia Abravanel, filha de Sílvio, o “homem do baú”.

Como sinal de bandeira branca, Bolsonaro autorizou e Faria liberou na semana passada, pacote de mídia ao grupo fundado pelo jornalista, Roberto Marinho. Nos intervalos dos telejornais e novelas, a Rede Globo veiculou nos dias 1º, 2 e 3 de julho, propaganda institucional da Petrobrás.

A emissora platinada deseja avançar ainda mais no orçamento da comunicação oficial, de olho na mídia institucional do Banco do Brasil, Caixa Econômica, além de vários ministérios como Saúde, Educação e Infraestrutura.

Ligado ao Centrão, bloco de partidos acostumados a negociar cargos, verbas e emendas com governos de diversas correntes ideológicas dos últimos 30 anos, o novo ministro das Comunicações, Fábio Faria, já na solenidade de posse, no Palácio do Alvorada, deu o tom amistoso e pacificador no seu discurso, ao lado de familiares e do próprio Bolsonaro.

“É preciso sobretudo respeito, e que deixemos as nossas diferenças político-ideológicas de lado para enfrentarmos esse inimigo invisível comum que, lamentavelmente, tem tirado a vida de milhares de pessoas e gerado danos incalculáveis à economia. É hora de pacificar o país”, defendeu Faria.  

Obs: a foto acima se refere a entrevista de Jair Bolsonaro, ao Jornal Nacional, durante as eleições de 2018.

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