Isolado pela esquerda, Lula some do mapa e evita assuntos polêmicos ligados ao governo Bolsonaro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), governou o Brasil entre os anos de 2003 a 2010, anda longe dos holofotes, o que causa estranheza aos seus milhões de seguidores. Após deixar a prisão, em novembro do ano passado, o fundador do PT mergulhou no mais absoluto anonimato político.

Lula foi condenado a 9 anos de prisão pelo ex-juiz Sérgio Moro, nas investigações da Operação Lava Jato, por supostamente ter recebido como propina de empreiteiros um apartamento tríplex no Guarujá, região litorânea de São Paulo. Ele nega todas as acusações.

Mesmo solto, sem restrições impostas pela Justiça, o ex-presidente, se confinou no apartamento em que reside, na região do ABC, berço da sua luta sindical desde os anos 70. Nos últimos meses não se viu entrevistas de Lula aos maiores portais de notícias, revistas de grande circulação ou emissoras de TV. Raramente, após muita insistência, Lula participa de lives, organizadas por lideres petistas.

Tanto na oposição, como quando governou o Brasil, Lula não passava um dia sequer longe dos olhares de jornalistas, blogueiros ou aliados com penetração na mídia digital.

O sumiço do ex-presidente incomoda até mesmo seus adversários, como o atual chefe do Alvorada, Jair Bolsonaro. Nos últimos seis meses, Lula não teceu comentários sobre, por exemplo, as sucessivas trocas de comando no Ministério da Educação. Ele também se silenciou quanto a crise sanitária no Brasil, causada pelo coronavírus, sem que o Planalto defina um titular para o ministério da Saúde.

Por fim, Lula se afastou de partidos aliados ao PT historicamente como PDT, PSB, Psol, PC do B e PSTU. “Ele (Lula) está triste com a fase negativa em que vive o Brasil. Neste momento, ele faz uma reflexão da sua vida, do seu governo. Mais adiante, o Lula vai falar”, revelou uma fonte ligada ao Diretório Nacional do PT.      

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