Bolsonaro atende imposição de Malafaia e diz que Feder está fora de cogitação no MEC

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou a parlamentares na manhã deste sábado (4) que não vai escolher o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, para o Ministério da Educação. “Está fora”, teria afirmado Bolsonaro a interlocutores. “Não tem ninguém ainda”.

Na conversa, de acordo com relatos, Bolsonaro brincou com o fato do nome de um indicado perder força quando sai na imprensa, ainda que favorito, porque passa por um raio-X.

Entenda

Eleito com mais de 57 milhões de votos, com vitória espetacular, responsável por quebrar paradigmas no Brasil, e derrotar a esquerda socialista, o presidente, Jair Bolsonaro, precisa tomar as rédeas da nação e impor limites ao pastor pentecostal, Silas Malafaia (foto).

O líder religioso interfere constantemente na administração. Para intimidar o chefe do Executivo, Malafaia, bom de conversa, sempre usa trechos da Bíblia, o que muitas vezes acaba por intimidar Bolsonaro.

Por exemplo, ao anunciar nesta sexta-feira (3), o secretário estadual de Educação do Paraná, Renato Feder, como eventual titular do MEC, Bolsonaro foi surpreendido pelo pastor, que usou as redes sociais para tentar derrubar a indicação do presidente.

“Eu respondi a ele (Bolsonaro), hoje de manhã, com um “ok” e mandei um provérbio do texto de Salomão que diz “Onde não há conselho os projetos saem em vão. Na multidão de conselheiros eles se confirmarão”. Ou seja, um líder que não ouve conselhos pode ter seus projetos em vão. Eu sou pastor, uso a Bíblia para dar conselho”, cutucou Malafaia.

Segundo ele, o provável ministro da Educação, Renato Feder, teria ligações com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sendo o maior doador individual da campanha tucana, em 2018.

“Eu espero que ele coloque (no MEC) alguém que tenha o viés que ele acredita, ele não ganhou para fazer graça para quem quer que seja, a esquerda, Centrão nem ninguém. Espero que o presidente coloque alguém com um perfil que defenda sua ideologia, que tenha competência, formação. Não pode ser alguém de que se tenha dúvida. Estou vendo (na mídia) um cara que é apoiador de Dória, de Lemann, que não tem nada a ver com o presidente, queria entender se um cara desse vai ser ministro. É minha opinião pessoal”, impôs Malafaia.

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