Bolsonaro some das redes sociais

Após um primeiro semestre fortemente marcado por embates, presença constante nas redes sociais e entrevistas polêmicas diariamente, na porta do Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro, após a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), recolheu-se no Palácio do Planalto.  

“A verdade é que o governo corre riscos caso a postura beligerante se mantenha. Percebeu-se que a estratégia de campanha sustentada no conflito não estava funcionando na condução do governo. Campanha é uma coisa, governar é outra, as estratégias devem ser distintas”, revelou uma fonte palaciana.

Em um mês, Bolsonaro sofreu reveses: o STF quebrou sigilos de parlamentares bolsonaristas no inquérito dos atos antidemocráticos; depois, validou, com forte maioria, o inquérito das fake news após ter feito buscas e apreensões contra empresários e blogueiros apoiadores do governo; e por último, a Justiça prendeu Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e amigo antigo do presidente.

No caso específico do Queiroz, o senador e ex-presidente, Fernando Collor (PTC-AL), afirmou ontem (24), que Bolsonaro estaria muito abalado com os últimos acontecimentos.

“A prisão começa a abalar a estrutura emocional do presidente. Ele está visivelmente consternado e constrangido por esses problemas que o circundam”, afirmou Collor, que sofreu impeachment em 1992. “Temos que ver os desdobramentos deste fato, mas boa coisa seguramente não será”, previu.

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