Oficiais da reserva defendem Heleno e falam em guerra; Bolsonaro segue sem “mancha” de corrupção.

Brasília está “pegando fogo neste domingo”. Um grupo de 90 oficiais da reserva do Exército divulgou ontem (23) uma nota de apoio ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI),Augusto Heleno, na qual, em tom de ameaça, atacam o Supremo Tribunal Federal (STF), a imprensa e falam em “guerra civil”.

“Faltam a ministros, não todos, do stf (sempre grafado em letras minúsculas), nobreza, decência, dignidade, honra, patriotismo e senso de justiça. Assim, trazem ao País insegurança e instabilidade, com grave risco de crise institucional com desfecho imprevisível, quiçá, na pior hipótese, guerra civil”, diz o texto.

A nota faz parte de uma escalada verbal por parte de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro desde que o decano do STF, ministro Celso de Mello, autorizou a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 abril e despachou para a Procuradoria-Geral da República (PGR) três notícias-crime, em ato de praxe, para Augusto Aras se manifestar sobre os pedidos feitos por deputados da oposição de apreensão dos celulares do presidente e de seu filho Carlos Bolsonaro.

Comentário meu: Apesar de desgastado, Bolsonaro segue forte com sua popularidade preservada entre seus fiéis seguidores (cerca de 30 milhões). Até agora, apesar do intenso fogo cruzado da oposição, o chefe do Alvorada não foi golpeado com denúncias de corrupção. Com isso, falta lastro conceitual para qualquer propositura de seu afastamento.

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, em Brasília 04/03/2020 REUTERS/Adriano Machado.
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