Centrão controlará R$ 76 bilhões em cargos dados por Bolsonaro que ganha apoio de 200 deputados.

Ao lotear cargos do governo federal com nomes indicados peloCentrão, o presidente Jair Bolsonaro deixará sob controle desses políticos um orçamento total de atéR$ 76,5 bilhões. Esses recursos estão previstos para 2020 nos órgãos sobre os quais os líderes do bloco informal, do qual o chefe do Poder Executivo busca apoio no Congresso, demonstraram interesse. Nesta semana, indicados de deputados do Progressistas e do Republicanos já assumiram o comando do Departamento Nacional de Obras Contra Secas (Dnocs) e da Secretaria de Mobilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional.

A título de comparação, o total de R$ 76,5 bilhões que ficará nas mãos de nomes do Centrão será maior do que tem disponível a maioria dos governadores do País – só perde para os orçamentos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A quantia leva em conta o que está reservado tanto para pagamento de funcionários quanto para custeio dos órgãos, assinatura de contratos, realização de obras e demais investimentos.

A conta, porém, não leva em consideração cargos na estrutura de ministérios, como a Secretaria de Mobilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional, entregue ontem a Tiago Pontes de Queiroz, indicado pelo Republicanos, que é presidido pelo deputado Marcos Pereira (SP). Neste caso, o secretário é responsável por definições de políticas públicas da área, mas o recurso fica vinculado à pasta, comandada por Rogério Marinho.

Apetite. O governo aceitou negociar com o Centrão em troca de apoio diante da escalada da crise política, acentuada pela demissão do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. As acusações feitas pelo ex-auxiliar levaram a oposição a falar em CPIs e processo de impeachment contra Bolsonaro. Até então despreocupado com a manutenção de uma base sólida no Congresso, o presidente passou a recorrer ao Centrão em busca de “blindagem”.

Comentário meu: Bolsonaro tá certíssimo. O poder foi feito para ser usado. Com o “Centrão”, ele ganha apoio de uns 200 deputados federais e deixa a oposição fragilizada na Câmara Federal.

Ex-deputado federal, Valdemar Costa Neto, chefe do Centrão, vira aliado preferencial do presidente, Jair Bolsonaro (Aliança).
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